Galera, passo aqui pra avisar que não larguei o blog. Tô tendo pouquíssimo tempo pra resenhar algo digno a vocês e prefiro não postar a colocar qualquer coisa mixuruca para vossas prestigiadas pessoas.
Peço desculpas pelo inconveniente mas prometo que, em breve, voltaremos com força total! AEAEAEAE
PINK FLOYD | Música de verdade | Psicodelia | Álbum Conceitual
Speak To Me - Breathe
On The Run
Time
The Great Gig In The Sky
Money
Us And Them
Any Colour You Like
Brain Damage
Eclipse
Esses dias a única coisa que veio à minha cabeça foi: POSTAR PINK FLOYD NA TAVERNA. Mas Pink Floyd é um caso raro. RARÍSSIMO! Como escolher qual álbum postar primeiro? Todo mundo precisa de um ponto inicial pra entender a arte que é a música do Pink Floyd, logo, acho que pra quem não está acustumado com a psicodelia BRABA, é melhor eu não postar os primeiros CDs logo de cara. Resolvi então, colocar um álbum do ápice da carreira deles, que é pra mim de 1970 - 1980, mas pra outros fãs não, mas vamo lá. Eu tinha diversos álbuns dessa época pra postar! Meddle, Dark Side, Wish You, Animals, The Wall.... E por diversos dias de pensamento, resolvi começar do álbum mais simples, mais conceituoso e mais famoso do Pink Floyd. O Dark Side Of The Moon vai ser um ótimo álbum pra você que nunca ouviu Pink Floyd, começar a ouvir. Músicas pequenas, refrões e riffs contagiantes, mas num deixa de ter toda a crítica e filosofia que o Floyd tem.
Vou começar contando uma história. Em meados de 1964, quatro garotos ingleses que estavam entrando para o rumo da música montaram uma banda. Esses eram: Syd Barret (Guitarra), Roger Waters (Baixo), Richard Wright (Teclado) e Nick Mason (Bateria). Os moços começaram então a criar música e logo o principal compositor, Syd Barret, começou a botar suas influências da psicodelia americana nas músicas. Um exemplo de música da época é "Astronomy Domine" que mostra exatamente o sentimento de psicodelia espacial, que syd amava mais que seu tão querido LSD. Syd além de escrever as músicas todas do primeiro CD da banda, deu também o nome à banda. Pink Floyd é em homenagem à dois cantores de blues, Pink Anderson e Floyd Council que Syd gostava muito. Mas nem tudo são flores na vida da banda. Syd Barret e sua personalidade esquizofrênica, começaram mais e mais a se enfiar no LSD e tinha momentos em que Syd, durante shows ao vivo, mal conseguia tocar! Por isso então chamaram pra ajudar na banda, um guitarrista, amigo pessoal deles: David Gilmour (Guitarra).
Da esquerda pra direita: Nick Mason, Syd Barret, David Gilmour, Roger Waters e Rick Wright.
Quando David Gilmour entrou eles gravaram então, o segundo disco. A Saucerful Of Secrets, que botava mais psicodelia no rock e dessa vez com algo novo: Experimentações. A partir dessa época toda música do Pink Floyd até o momento do apogeu, era de fato para experimentar coisas novas nas músicas. Chegou um momento que Syd já estava insuportável! Ai por decisão da banda, tiraram Syd, e Syd então, se retirou, e por enquanto foi fazer seus álbuns sozinho.
Dai pra frente foi só DESPIROCAÇÃO. O negócio era experimentar, viajar, fazer. Todos os álbuns agora tinham composições variadas entre os membros da banda. Os álbuns como o Atom Heart Mother e o Ummagumma, são demonstrações claras da experimentação da banda. Essas experiências foram essenciais para o que ia vir mais pra frente, muitos artificios usados nas músicas experimentais, foram usadas nas músicas conceituais mais pra frente da história. A partir do disco Meddle, Roger Waters, começou a mostrar mais força em suas composições, as letras se mostravam críticas, melancólicas e isso exaltava um sentimento que passava pelo mundo. Letras sobre a loucura, a alienação, a guerra, a fama, o dinheiro. E é ai que entra o Dark Side Of The Moon.
Formação na época do Apogeu
O Dark Side foi o primeiro álbum conceitual do Pink Floyd (Álbum conceitual é um álbum em que todas as músicas contribuem para o mesmo efeito final ou para uma história única). Logo, já vou recomendando por aqui. NADA DE BAIXAR O ÁLBUM E OUVIR AS MÚSICAS SEPARADAS OU FORA DE ORDEM NÃO! Isso atrapalha no desenvolvimento das músicas e tira a magia que o álbum representa.
O Dark Side Of The Moon começa com "Speak To Me - Breathe". Uma batida cardiaca começa a soar, e de pouco a pouco vc vai ouvindo outros elementos em volta daquilo. Breathe é uma música que podemos dizer, tem uma carga filosófica gigante. "Run, rabbit run. Dig that hole, forget the sun, and when at last the work is done, don't sit down it's time to dig another one." A música fala sobre a verdade inevitável que é a morte representa e sobre como a alienação faz o ser humano viver uma vida vazia e sem significado. Pesado. Isso é só o começo da cabeça do Waters. Logo depois vem uma música instrumental (resquício da psicodelia) que se chama "On The Run" que mostra ao tempo em que rola um som MALUCO do sintetizador, dá pra ouvir pegadas e uma fuga intensa de alguém (?). Em seguida, pra mim, a melhor do disco. "Time" é uma música marcante, contagiante, bem montada, harmônica, com um solo de cair os cabelos. Além de mais um pouco daquele sentimento melancólico sobre a morte e o tempo pra viver ser curto. Agora, vem a calmaria. "The Great Gig In The Sky" é uma música linda. Você realmente sente que está nas nuvens ouvindo um anjo cantando. Ou gritando. Totalmente Explosão de sentimentos, no melhor estilo Luan Santana de ser (Brinks).
Agora virando o LP. Começamos coma Famosa "Money" que lida de uma forma irônica, sobre o mal corruptivel da fama e do dinheiro. E acho que em análise músical e não só poética é extremamente pensada. A música contem um tempo irregular, o riff do baixo não completa os 4 tempos, o solo de sax mostras as influências pesada com o jazz. E em um momento específico do solo, a música muda para o compasso 4/4 normal do rock n' roll e Gilmour manda um solo explosivo para as caixas de som. Ai chega a calmaria de novo. "Us And Them" é uma música que remete ao sentimento anti-guerra de Waters (Waters tem suas razões pra odiar a guerra, pois seu pai foi um soldado que morreu na 2GM), a música é felomenal. "Any Colour You Like" outra música instrumental de alto teor ritmico e cheio de groove, ótima música e ótimo momento para começar o crescendo da nossa pequena ópera. "Brain Damage". A Loucura sendo levada ao ápice. O Sentimento que mostra que a única saida para a caverna de platão é a loucura, que Syd Barret se enfiou! Música mais marcante do álbum, que já emenda e vai para a última música do disco. "Eclipse" é a finalização dos pensamentos de Waters é o desfecho do pensamento sem fim que nosso artista da insanidade representa. E com as sábias palavras "There is no Dark Side Of The Moon really, matter of fact is all darkness", o disco encerra sua FODELANÇA.
Cara, não é fácil pra um disco se manter 14 anos direto no topo mensal da Billboard. O Dark Side é um disco histórico, é o conceito dos conceitos conceituais. É a história de uma geração inteira. Ouçam, apreciem, se deliciem com essa maravilha do Rock Clássico.
Não postarei vídeo dessa vez, por que como já disse: pra ouvir o álbum inteiro.
1 - Diga Me Com Quem Andas E Te Direi Se Vou Junto
2 - Squirt Surf
3 - Grandona
4 - Um Pouco Antes De Dormir
5 - Pesadelo No Bambus
6 - Sai Da Frente
7 - De Volta Pela Manha
8 - Psicopata
9 - Vazio Na Cerveja
10 - Arthur
11 - A Luz De Velas
12 - Reforma No Banheiro
13 - Grande Noite
Mas olhe que vergonha: 10 postagens no mês. Puta merda... Acontece, meus caros, que essa semana foi realmente foda. Não somente nesta, mas também na passada, estive bem ocupado com um milhão de coisas, além de voltar meus estudos com os ditos modos gregos pra guitarra e, também, treinar até perder o ar na escaleta, peguei alguns livros para ler, como Werther, os dois volumes de Musashi (1808 págs) com nosso amigo Tito e um exemplar em letras bem pequenas de Os Irmãos Karamázov, de nosso colega Dostoiévski. Tudo isso uniu-se ao curto prazo de pouco mais de duas semanas para o tão filho da puta esperado ENEM. Logo, não tive tempo nenhum para a nossa tão estimada página virtual. Desde quarta eu estava querendo postar alguma coisa digna, porém nada vinha na minha cabeça e eu já estava ficando entediado em ter que achar bandas nacionais para resenhar. A questão é que eu já tinha todas aqui, só estava procurando de forma vaga e, como sempre, ignorando as coisas já conhecidas.
Eu fico numa cisma de postar os desconhecidos a fim de dar uma maior notoriedade para o som dos caras e acabo esquecendo o pessoal que já alcançou um nível relativo de reconhecimento. Assim como ocorreu no caso com o Andrei Machado, pior ainda foi com Pata de Elefante: enquanto procurava gente ainda escondida, o bom som estava batendo na minha cara com uma placa de "RESENHE-ME" estendida na porta da minha casa. Ouço a banda praticamente toda semana (nem que sejam cinco músicas) e por simples falta de atenção, acabo deixando passar a oportunidade de mostrar o excelente trabalho desse trio de Porto Alegre.
Tocando junto desde o começo da década, Pata de Elefante lançou o primeiro disco, homônimo, em 2004 e outro em 2006: Um Olho No Fósforo, Outro Na Fagulha. É formada por Daniel Mossmann, Gabriel Guedes e Gustavo Telles. Interessante lembrar que, sendo Telles baterista fixo, a responsabilidade do baixo e da guitarra fica entre os outros dois membros que intercalam entre si a posse dos instrumentos, dando uma estética realmente interessante nas apresentações ao vivo. E, falando nessas, ouvi dizer que os shows desses caras são uma coisa do outro mundo. Suas músicas passam variando do relaxante ao contagiante e deixando traços de inúmeras influências como Hendrix e Cream, que deram a eles a verdade concreta de que é possível fazer um puta som somente com três pessoas num palco.
Acho a sonoridade um tanto singular. Conheço a banda tem bastante tempo e, de cara, percebi que não poderia encher de estereótipos em relação ao âmbito musical em que eles atuam, tanto é que deixei as tags sinalizando que se trata de uma banda brasileira de música instrumental. Porém tomo a liberdade e classifico como um rock "bem humorado, leve e simples". O baixo bem limpo e a guitarra trabalhada em efeitos leves como drive, wah-wah e, às vezes, um delay. Porém a essência da música fica atada somente à interação entre os poucos três membros dessa incrível banda.
Na Cidade foi lançado nesse ano, recebendo excelentes críticas, saindo de sua popularidade restrita ao sul do país e atingindo uma quantidade bem maior de admiradores de boa música. Com treze suaves faixas (em sua maioria, aviso), Pata de Elefante cria um ambiente que mistura o clássico com a bossa nova e o surf com o bom e velho rock 'n roll. Como já tinha dito lá em cima sobre a transparência dos instrumentos, eu realmente gosto do timbre da guitarra deles, que consegue usar a quantidade certa de efeito para dar a imagem de um som limpo e de qualidade. Não somente a guitarra, mas também violão e teclado em algumas faixas, tocado por Daniel Mossmann e Gabriel Guedes, dão uma certa característica que, quando eu coloco o pra tocar músicas aleatórias aqui, ao ouvir dez segundos de música consigo afirmar que esse é o som de Pata de Elefante.
Abrindo o disco (e sendo, também, minha preferida), "Diga Me Com Quem Andas E Te Direi Se Vou Junto" é empolgante, animada, swingada e, por que não, bem humorada? Talvez seja apenas uma impressão que tive ao tentar caracterizar esse disco, rs. Mudando totalmente, "Squirt Surf" faz vir, em minha cabeça, alguma situação onde pessoas estão surfando e fazendo aquela clássica pose em cima da prancha (sabe-se lá por quê!). Separo também a excelente "Grandona" que, assim como a primeira música, tem um ritmo único e é empolgante em sua simplicidade. Tente, nessa faixa, perceber o belíssimo timbre da guitarra que fica na médica do excelente. Por último destaco a quinta "Pesadelo No Bambus": Misteriosa, animada e que, quando chega nos dois terços de sua duração, aparenta que alguém puxa o cabo da guitarra e liga em um Fender Bassman '59, porque vai ter um timbre tão foda assim lá na...
(Para constar, no disco existem guitarras e teclados sobrepostos, logo o som é BEM mais cheio em relação à apresentação ao vivo)
Então deixo aqui essa excelente banda com vocês e que aproveitem esse disco sem moderação. Vou deixar aqui o link para baixar no site do Álbum Virtual, porém, como disse em alguma postagem anterior, tem que fazer um cadastro. Então, se estiver com tempo de sobra aí, cadastre e faça o download de Na Cidade e, claro, os outros excelentes álbuns disponibilizados lá! Porém deixo também links de fácil acesso pros preguiçosos, mas sugiro que vá no site do Álbum Virtual e aproveite enquanto é de graça, rs! Bom proveito!
Instrumental | Post Rock | Brasil | Power Trio Of Doom
1 - Amendoin
2 - Fuck You Lady
3 - Noise James
4 - Shift
5 - Black´s Fuck
6 - Rancho
7 - Bananas For You All
8 - Belezza
9 - Compasso em Ferrovia
10 - vamodahmaisuma
Poxa, mais de sete dias sem postar nada aqui. Essa semana ficou complicada de visitar e resenhar algo com dignidade para vocês e acabou coincidindo com a necessidade que tive de fazer uns estudos sobre algumas técnicas de guitarra que deixei de aprender quatro anos atrás (veja a cagada) para aprender somente hoje. Fiquei envolvido demais e, além disso tudo, comprei o que tanto queria: a escaleta.
Sim, meu caro, a melódica escaleta. Eu já gostava desse instrumento havia bastante tempo, então fui no show do ruído/mm e Constantina e, uma certa hora da apresentação, o tecladista do ruído tirou aquele pianinho e tocou de um modo tão belo que fiquei mais chocado ainda. A mesma coisa aconteceu quando Constantina se apresentava. A única diferença foi que fora o guitarrista que tocou a escaleta. Então pensei: Eu tento toco guitarra, por que não tento? Tudo isso coincidiu com o fato de'u ter conhecido Bardella, que é um som baseado em apenas dois instrumentos: Guitarra e a bendita da escaleta. No final das contas comprei a bichinha a preço de banana e fiquei me deliciando com o som dela e acabei esquecendo de escrever por aqui. Então vamos embora pro próximo disco!
Ainda seguindo a ideia de postar coisas nacionais, acabei relembrando de uns caras que tinha conhecido faz um tempo e deixei criando teias de aranha de tanto tempo que não ouvia. Pata De Elefante, Eu Serei A Hiena, Guizado e, entre eles, Macaco Bong. Relembrei mesmo por causa de um amigo que foi num show do Black Drawing Chalks, no dia mundial do rock, e esta banda aqui ter feito uma apresentação (e, porra, isso tem três meses já). Eu não pude ir. A cagada tinha sido feita. Dizem que foi um puta show o do Macaco Bong. Então estou aqui postando esse incrível disco justamente para vocês conhecerem e falar pra mim: que burro, dá zero pra ele.
Macaco Bong foi formado em 2004, em Cuiabá, tendo quatro integrantes como formação inicial, porém no ano seguinte a banda acabou se estabelecendo como um power trio, ainda mantendo a essência da música instrumental com conteúdo musical. Seu som é baseado na desconstrução dos diversos gêneros musicais que existem, passando do jazz ao fusion, pelo pop ao heavy metal, indo post ao avant-garde. Destruindo rótulos e reconstruindo somente uma coisa: música. A criatividade dos caras é inimaginável, transmitindo, através de guitarra, baixo e bateria, um fluxo (aparentemente) inesgotável de sons diferentes, tanto na melodia, na harmonia ou apenas no silêncio.
Eu classifico a musica como "bem dançante, realmente empolgante e incrivelmente inusitada". Rapaz, são incontáveis as mudanças de tons e ritmos que acontecem ao longo das músicas, quebrando sua expectativa e dando uma nova atmosfera ao som que você ouve. Além disso, os arranjos elaborados, a quantidade de efeitos na guitarra e a composição, em si, são muito bem trabalhadas e fazem de Macaco Bong um dos peso-pesados em questão de rock instrumental aqui no Brasil, ficando lado a lado com Hurtmold. Dou parte do crédito ao guitarrista Bruno Kayapy, que tem técnicas incríveis reproduzidas ao longo do disco, alterando a estética da música inúmeras vezes juntamente com o baixo de Ney Hugo e Ynaiã Benthroldo na bateria.
Foram notóriamente reconhecidos com este primeiro disco. A complexidade do som é notória e, em questões técnicas, ao meu ver, são músicos de alto nível e entrosamento. Melhor dizer ainda deles ao vivo. Shows incríveis e desmontados: quebra de ritmos, arranjos estranhos e um som, como eu disse, "bem dançante". Eles tocaram no SWU e colo aqui um trecho do Estadão sobre a apresentação:
"O show do trio de Cuiabá Macaco Bong começou na hora marcada, 16h51. E foi, de fato, a primeira a apresentação que levantou o público no SWU. Assim como no Planeta Terra, no ano passado, os três músicos despejaram sua muralha sonora na plateia, com inventivos temas próprios. Sem querer reinventar a roda do rock, o Macaco Bong parece estar muito à frente de seu tempo. São tantas mudanças de andamentos e ritmos que o público, desavisado, empolga-se, mas custa a entender tamanha genialidade em forma de porrada. Com encerramento às 17h35, até o momento, entre as atrações brasileiras, é uma das fortes candidatas à melhor apresentação do festival."
Violento, caras. Violento.
O disco é foda. Tipo, fodão. Dez faixas doentias, desandadas e com mudanças tão repentinas que chegam a te deixar desesperado. Começa com a pesada "Amendoin" que, ao longo dos segundos, vai diminuindo e dá espaço pra dançante "Fuck You Lady", que possui (e como) incríveis arranjos de guitarras sobrepostas uma após a outra. Gostaria de separar apenas algumas músicas, como a mais do que fodona "Bananas For You All", que fica no meu top 10 de músicas nacionais com os seus 8 minutos e 20 segundos de pura criatividade plugada num amplificador. Fica também a complexa "Belezza", oitava faixa do álbum, que deve ter umas quatro mil alterações em seu andamento ao longo de seus quase exatos sete minutos, mostrando o lado sombrio, depois o empolgante e, enfim, o dançante, rs. Por último deixo a desconcertada "vamosdahmaisuma" que é a única que possúi trecho com voz e uma harmonia indecente entre os instrumentos. Também lembra muito, em seu começo, alguma música do Hurtmold que não recordo agora. Deixo aqui "Bananas For You All" para vocês curtirem.
O disco dos caras foi lançado apenas pela internet, sem nenhuma cópia física a venda. O download pode ser feito através do Álbum Virtual (e também pelo Trama Virtual) e eles ainda ganham uma grana, porém existe uma burocracia de cadastro para poder baixar o disco inteiro, então deixarei um link para o site do Álbum Virtual e do Trama (que, para quem se interessar, ambos têm excelentes discos para download gratuito) e outro link de acesso mais fácil, mas sugiro que confiram o site também. Então fiquei aí com o incrível som de mais uma excelente banda brazuca e, com toda licença, vou-me embora tirar um som na escaleta, haha! Bom proveito!
Samba | Mangueira | Poesia | Mestre da cultura nacional
O Mundo É Um Moinho
Minha
Sala de Recepção
Não Posso Viver Sem Ela
Preciso Me Encontrar
Peito Vazio
Aconteceu
As Rosas Não Falam
Sei Chorar
Ensaboa
Senhora Tentação
Cordas De Aço
Continuando com a idéia de postar no blog artistas brasileiros, me vi na iminência de publicar, meu artista brasileiro preferido. O Mestre do Samba, Cartola.
Angenor de Oliveira, nome de batismo, de uma criança nascida no bairro do Catete, no Rio de Janeiro. Angenor passou a infância no Bairro das Laranjeiras aprendendo a tocar cavaquinho e violão com o pai, mas por dificuldades financeiras, teve de se mudar com toda sua família para o bairro da Mangueira, uma potencial favela em crescimento.
Com 15 anos, após a morte de sua mãe, decidiu abandonar os estudos e trabalhar como servente de pedreiro. O seu apelido "Cartola" foi dado a ele por seus colegas de trabalho, por ele usar um chapéu-coco durante o trabalho, para se proteger do cimento que caia em seu cabelo.
Em 1928 juntou com seu grupo de amigos e fundou a "Estação Primeira de Mangueira", escola de samba ultraprestigiada nacionalmente.
Após um tempo, nada mais se ouviu falar de Cartola. Foi dado como desaparecido, e até mesmo morto por uns. Dizem que brigou com seus amigos da mangueira, dizem que contraiu uma doença grave, ou dizem que se retirou em luto da perda de sua amada, Deolinda.
Mas em 1956, Cartola foi achado por um jornalista, lavando carros em Ipanema. Logo o jornalista decidiu levar Cartola de novo ao Samba. Daí Cartola começou a compor de novo e logo foi redescoberto por inúmeros interpretes.
Em 1964, abriu, com Dona Zica, sua nova esposa, o restaurante Zicartola, que abrigava amantes do sambas e colegas para ali se deliciarem.
E só a partir de 1974 gravou o seus quatro discos, que tiveram repercussão nacional e até hoje abrigam o hall da fama dos melhores discos brasileiros.
Esse disco aqui é o segundo dele, feito em 1976, que pra mim, tem as músicas mais bonitas que eu já ouvi. O cara era um poeta! Acho que num tenho palavras pra descrever a beleza de suas composições. Só ouvindo pra entender mesmo.
Destaque essencial nas músicas: "O Mundo É Um Moinho" e "As Rosas Não Falam".
Sobre eu, um roqueiro de carteirinha, ter postado um samba, num é novidade. Eu gosto é de música boa, e temos que aproveitar a enorme cultura que o Brasil tem. Esse país abriga milhares de culturas diferentes em um povo só, e a gente tem mais é que aproveitar isso, pois nossa identidade está na cultura! E é de essencial importância que preservemos ela pra e não deixarmos nossa cultura totalmente americanizada, ou colorida. Sei lá.
Baixem, ouçam e disseminem a cultura nacional.
Ambiente | Instrumental | Minimalismo | Piano | Para dias chuvosos
1 - Uma Breve História do Tempo
2 - La Mi Realidad
3 - Campo de Centeio
4 - Después de Muertos
5 - Sou, das Verdades, a Maior Farsa
6 - Eu Sei que Sou Fraco
7 - O Mundo em Meus Dedos
8 - Relapso
Uma amiga me disse que se apaixonou por Bardella e que desejava um som parecido, porque apenas as seis faixas de Passagem não eram suficientes para encher um dia chuvoso por completo. Continuei minha busca por músicas minimalistas, calmas, que poderiam ser parecidas com o tal projeto. Também queria algo mais, diferente, não exatamente igual mas bem próximo. Então procurei bem a fundo e consegui encontrar alguns discos que poderiam até ser estagiários para o serviço, mas nenhum tão bom quanto Lacuna. Certamente este não seria estagiário.
É divertido encontrar artistas desconhecidos e ficar surpreendido a cada nova faixa e se perguntar sobre a razão de tais pessoas não serem reconhecidas pela sua criatividade e criação. Às vezes fico tão fissurado pelos desconhecidos que acabo ignorando o pessoal que já está acima. Foi o que aconteceu desta vez. Andrei Machado não é famoso, mas também não é desconhecido. Eu, realmente, não tinha a mínima ideia de quem era, porém me surpreendi quando pesquisei sobre o cara e fiquei sabendo que ele já estava a algum tempo no meio musical e, não obstante, é bastante conhecido por sua música característica: simples e singela.
De brasília, Andrei sái da capital brasileira e atinge todo o contigente de pessoas realmente apaixonadas por música. Posso tentar definir o tipo de som com algumas palavras, fica difícil, mas sairia algo como beleza, suavidade, simplicidade, calmaria, vento, chuva, sono, felicidade, amor e piano. Tristeza também, mas só pra quem a deseja. Sua música mistura o clássico ao novo, fazendo uso da tecnologia em suas belíssimas composições em piano. Há também o uso de instrumentos de sopro como a flauta e a escaleta (um dos motivos para estar postando).
Não achei muita coisa sobre o cara. Em seu perfil no Last.fm, está a frase: "Andrei Machado é um compositor nascido em Brasília, Distrito Federal." e mais nada. Pouquíssimas fontes de referência sobre ele, porém possúi 13 mil ouvintes no site, tornando-o significantemente mais conhecido do que as bandas que postei nessa semana. Reconhecimento muitas vezes é a pior forma de se analisar alguém, mas Andrei está até bem na fita para um artista que faz uma música deste tipo e, além disso, disponibiliza seus discos para download gratuito. Este tipo de situação é algo que me agrada e me deixa satisfeito por saber que, apesar de não necessário, o reconhecimento é sempre um grande prêmio por um trabalho bem feito.
É complicado falar sobre música, eu devia ter pensado nisso antes de fazer o blog, rs... Realmente complicado. É como tentar ler as mãos de alguém, tudo pode variar e mudar drasticamente por causa de um risco a mais ou a menos. O parecido acontece na música. Uma nota vã a mais pode mudar o ritmo da melodia e te levar para um ambiente totalmente diferente do que você estava cinco segundos atrás. Isso acontece com mais força ainda quando se trata de música minimalista, onde cada nota é tratada de modo importantíssimo, contribuindo para a construção de uma harmonia habitada por poucos instrumentos que, unindo-se uns aos outros, formam um som singularmente único.
Este disco conseguiu se tornar algo extremamente difícil de disertar. Estou aqui tem mais ou menos uma hora e agora que consegui medir as palavras certas para descrevê-lo. Sabe aquela sequência correta de músicas que te preenche? Lacuna canta sobre os espaços vazios que a vida vai deixando e esquece de preencher. Ele realça toda a periferia de sentimentos que cai no esquecimento, como a própria saudade, e conversa com o ouvinte sobre isso. É um trabalho a ser escutado com cuidado e calma, para que você não o vejo como um disco auto-destrutivo, mas sim como um diálogo, uma experiência. Uma luz.
O título das faixas são belíssimos. A música, então, fala por si própria. Só posso destacar a belíssima "Campo de Centeio", que é, de longe, uma das mais belas músicas que já ouvi por essas bandas brasileiras. Seu dedilhado preciso nas teclas do piano, o violino saindo devagar no fundo e a melodia que nasce aos cinquenta segundos são quase como uma luz, preenchendo o vazio entre o vazio. Também separo "Después de Muertos", uma composição incrível, extremamente simples e tocante. As calmas notas do piano unidas ao timbre singular da escaleta conseguem destruir qualquer muro pessoal e entrar (com o pé na porta) nos sentimentos de cada um. E por último mas não menos importante, fica "Eu Sei que Sou Fraco", uma música auto-explicativa que faz uso de uma flauta-mais-do-que-doce.
O download é disponibilizado gratuitamente pelo sinewave (bendito seja!), deixarei também os links do myspace e trama virtual para quem quiser conferir. Então termino por aqui esta postagem e espero que todos vocês curtam o disco! É uma ótima dica para quem gosta de Yann Tiersen ou, simplesmente, um piano bem agradável, rs. Bom proveito!