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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Darondo - Let My People Go


Funk | Soul | Groove | Soul As Shit

1 - Let My People Go
2 - Legs
3 - Didn't I
4 - I Want Your Love So Bad
5 - How I Got Over
6 - My Momma And My Poppa
7 - Sure Know How To Love Me
8 - Listen To My Song
9 - True


     Boa noite Taverneiros! Como vão? Aqui tá indo tudo bem, tirando o trabalho que suga minha alma a cada dia de 8 às 18, haha. Mas as coisas tão indo bem. Nós temos nosso primeiro show marcado pra dia 12 desse mês e as minhas expectativas estão bem altas, hehe. Tô saindo um pouco da pala do Cream agora que eu já ouvi e praticamente decorei tudo também, mas não acho de todo ruim parar de ouvir um pouco e mergulhar nos aproximados 1.500 discos que tenho baixado (para polícia da internet: é mentira viu?). Mas a real é que eu estava voltando um dia desses de madrugada pelo centro de BH, voltando de um pub às 5 da manhã e, só pra constar, meu carro só toca CD, então tenho vários gravados com tudo quanto é tipo de música. Então botei em um que tinha 100 música aleatórias e coloquei no aleatório ainda por cima. Não é que tocou três músicas seguidas do Darondo? Pensei: "É um sinal divino". Então eis que aqui estou!

     Quem foi Darondo? Sinceramente não sei lá também muita coisa dele, mas que ele foi (infelizmente ele morreu em junho desse ano) um puta personagem é, sem sombra de dúvidas, uma verdade indiscutível:




     Darondo atuou bastante nos anos 70 na Califórnia, estado aonde nasceu e viveu até a sua morte. Não conseguiu um pingo de sucesso até 2007, aonde a música "Didn't I" foi descoberta e colocada como trilha sonora do quarto episódio da primeira temporada de Breaking Bad. Nasceu chamando William Daron Pulliam e viveu até os 67 anos, quando morreu de parada cardíaca. A música dele é resumida em duas palavras: feeling e groove. O cara simplesmente tem muito dos dois. Consegue fazer o melhor do Soul com sua voz cantada no falsete e, em outras músicas, chamar o feeling derivado de James Brown pros ritmos mais rápidos. O som tem uma qualidade bacana e um timbre bem único, como o primeiro disco do Tim Maia, que parece que foi bezuntado por uma camada de GROOVE.

    Infelizmente, como não foi reconhecido no início e meio da sua carreira, Darondo não gravou muitas coisas. Ele possui uma coletânea chamada Listen To My Song, lançado no ano retrasado e este disco aqui, que é de 2006. Apesar da maioria de suas composições serem da década de 70, existem pouquíssimas gravações de tal data, somente as de 90 pra frente que tem uma qualidade decente para podermos apreciar a genialidade incompreendida desse cara. A mitologia envolvendo Darondo conta que ele foi um P.I.M.P. nas décadas de 70 e 80, apesar dele recusar tal título, mas convenhamos: mesmo que ele recuse assumir tal denominação, a sua música e estilo vão de encontro ao contrário do que ele afimava.


     Esse disco pode ser dividido entre funk e soul em seus estados puros. A paulada já começa com a primeira música que, de tão foda, a gente tá até tocando ela na nossa banda de funk, haha. É seguida pela animadíssima "Legs" que, se você ouvir enquanto anda pela rua será impelido a dançar enquanto caminha. Seu maior sucesso, "Didn't I" é um exemplo de como seu soul consegue ser tão sofrido na sua única voz. Darondo tem um falsete característico que, depois que você ouvir essa música nunca mais esquecerá. Separo também "I Want Your Love So Bad" e "How I Got Over" que, sinceramente, é uma das músicas mais bonitas que eu conheço, tanto a letra quanto a melodia em si. Ouçam com cuidado "My Momma And My Poppa", aonde um sax destrói a música inteira junto com Darondo no vocal.

     Bem, ouçam e tirem suas próprias conclusões! Vou tentar postar mais nessa semana alguns rolês sonoros que eu não ouvia a eras, mas ainda estou pra decidir o que vai ser, hehe. Qualquer sugestão de resenham que vocês quiserem podem comentar nos posts ou mandar um e-mail pra mim. Enjoy!



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domingo, 28 de julho de 2013

Tim Maia - 1970


MPB | Soul | Groove | Épico | Funk | Deus

1 - Corone Antonio Bento
2 - Cristina
3 - Jurema
4 - Padre Cicero
5 - Flamengo
6 - Voce Fingiu
7 - Eu Amo Você
8 - Primavera (Vai Chuva)
9 - Risos
10 - Azul da Cor do Mar
11 - Cristina Nr. 2
12 - Tributo a Booker Pittman

Bônus:
13 - These Are The Songs (Bônus)
14 - Sentimento - Compacto 68
15 - Meu País - Compacto 68 CBS
16 - What You Want To Bet
17 - These Are The Songs


     Olá meus jovens! Estou aqui novamente pelo ânimo de trazer coisas novas aos seus ouvidos! Hoje lhes apresento o primeiro longplay do mestre Tim, o que transformou o seu nome em um mito e rendeu um dos melhores álbuns da história do mundo. Pra começar, vamos ouvir:



     Tito volta essa semana e nossa banda de funk finalmente vai ser encaminhada pra o SUCESSO. Muitas das coisas que pretendemos tocar são canções do Tim Maia. Obviamente que eu, sendo o baixista de uma banda de funk (puta responsabilidade, podemos dizer) piro nas linhas de baixo de muitas musicas do Tim Maia e confesso que essa postagem aqui na Taverna é uma das tentativas de forçar a minha banda a tocar mais músicas dele, hehe. Ele começava a compor suas músicas pelo baixo, o que realmente conseguimos perceber pelo destaque que o baixo tem em relação aos outros instrumentos. Esse álbum aqui é uma das pérolas musicais que eu guardo no fundo da minha alma, um daqueles discos que a gente ama de coração e não consegue abandonar ele independente do que aconteça.

     Tim Maia passou um tempo nos EUA absorvendo as influências dos verdadeiros soul e funk americanos, tentando gravar algumas coisas por lá, porém nunca conseguiu algo de concreto... Mas quando voltou para o Brasil foi indicado pelos Mutantes a gravar com a Polydor, selo da antiga gravadora Polygram. Foi um álbum com uma das melhores repercussões da história: 24 semanas consecutivas no topo das listas do Rio de Janeiro. Foi um dos álbuns mais vendidos no ano seguinte ao seu lançamento (competindo com lançamentos pesadíssimos de 1971). Posso garantir pra vocês que não é sem motivo que esse disco foi um sucesso, pois para um álbum de estréia, o nome TIM MAIA explodiu por todo o país através da qualidade sem precedentes de um Soul/Baião/Funk/MPB que ninguém aqui na terra tupiniquim tinha ouvido antes.



     Existe o mito de que quando esse disco foi gravado, ele passou por um processo chamado "envernização cremosa", aonde todas as notas gravadas são processadas por uma camada de CREMOSIDADE, dando uma textura única ao som, porque não é possível... Em toda a minha vida eu nunca ouvi um disco que tivesse um timbre tão único quanto esse. É tocar qualquer pedaço de qualquer música desse disco que você pode identificar, sem sombra de dúvidas, que se trata do primeiro disco do Tim Maia. É uma textura sonora muito difícil de explicar, de verdade... É como se esse disco fosse TODDYNHO e todos os outros fossem qualquer chocolate de caixinha que se vende por ai: são gostosos, mas o Toddynho tem alguma coisa especial que ninguém sabe direito o que é. É exatamente isso que acontece nesse disco.

     Esse disco tem quatro composições do mestre Cassiano, sendo que "Primavera (Vai Chuva)" é a mais famosa delas. Essa canção ficou tão famosa na voz de Tim Maia que Cassiano conseguiu verba suficiente, somente com os direitos autorais dessa música, pra poder financiar todo o seu disco de 73: Apresentamos o Nosso Cassiano. O álbum já abre com uma das músicas mais pauleras do disco, "Corone Antonio Bento", que é uma mistura de baião com funk que te chama a dançar. "Cristina" tem um groove pesadíssimo, mas é mais violento ainda na segunda versão da música, penúltima faixa do disco. Uma das minhas paixões nesse disco é a faixa "Flamengo", composta por Tim Maia. Tudo bem que a letra não é lá muito criativa, mas o groove é constante e imutável, dando uma vontade de dançar ou torcer pelo Flamengo. "Eu Amo Você" é, sem dúvidas, uma das músicas mais bonitas do disco: melancólica até não poder mais, sofrida de coração. Uma daquelas confissões amorosas narradas por Tim Maia que puxam, mais do que o necessário, o Soul verdadeiro que existe em sua voz. "Azul da Cor do Mar" foi o maior sucesso do disco, sendo composição própria dele. Separo também "Tributo a Booker Pittman", que é o único jazz e uma das minhas canções preferidas de todo o disco, com uma linha de baixo de chorar, uma linda letra e uma harmonia entre os instrumentos que fica até difícil de explicar.



     Coloquei alguns bônus de gravação pra vocês ouvirem também. Uma versão gravada por Tim Maia e Elis Regina da música "These Are The Songs". É um belíssimo dueto, contrastando a voz gravíssima de Tim e a suavidade da voz de Elis. Algumas músicas do compacto de 68 de Tim, uma das poucas gravações antes deste álbum de lançamento e mais uma versão de "These Are The Songs", dessa vez cantada apenas por ele. Não perca tempo leia o livro O Universo Em Desencanto e baixe logo esse álbum que deveria ser uma das 7 maravilhas musicais brasileiras. Ouçam e comentem! Abraços!

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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Tim Maia - 1973


Soul | Funk | Samba | MPB | Groove Infinito | Deus

1 - Réu Confesso
2 - Compadre
3 - Over Again
4 - Até Que Enfim Encontrei Você
5 - O Balanço
6 - New Love
7 - Do Your Thing, Behave Yourself
8 - Gostava Tanto De Você
9 - Música No Ar
10 - A Paz No Meu Mundo É Você
11 - Preciso Ser Amado
12 - Amores
13 - Coragem -Trilha Sonora Dos Irmãos Coragem (Bônus)
14 - Chocolate (Bônus)
15 - Paz (Bônus)


     Boa tarde, Taverneiros! Como vão vocês? Eu cai na realidade um dia desses quando percebi que não tinha NENHUM disco do mestre Tim. Fiquei até meio triste por pensar que vocês podem acabar deixando beldades musicais como esse álbum fora do conhecimento de vocês, então eu estou aqui hoje pra fazer uma resenha rapidíssima desse maravilhoso disco que tem uma composição PERFEITA em toda e extensão da obra. Pra quem não conhece NADA de Tim Maia e não viu a belíssima animação feita para a comemoração do lançamento (póstumo, para a infelicidade do Tim) do primeiro disco com lançamento internacional dele, narrado pela voz de ninguém menos que Devendra Banhart, The Existential Soul of Tim Maia, vejam:




     Triste e bonito, não? Dá uma resumida bacana na vida dele, que era um cara sem comparações no seu estilo de vida louco. Mas ao mesmo tempo que existia essa loucura, existia também uma paz interior que é claramente vista nas suas composições, principalmente na era Racional. Tim Maia inventou esse estilo de buscar no Soul a sua voz para cantar na MPB, com fortes influências de samba e do funk norte-americano, principalmente nas linhas de baixo de suas músicas (que, convenhamos, são uma tetéia para os ouvidos). As linhas de baixo das músicas dele são tão importantes que ele começava a maioria de suas composições por elas. Tim teve vários baixistas na composição da sua banda, que era sempre inconstante devido ao comportamento imprevisível dele, mas todos eram muito habilidosos e Beto Cajueiro (que tem um projeto solo) acabou tomando a linha de frente no baixo da banda por vários anos, executando perfeitamente as linhas que o próprio Tim compunha. Tim tocava do baixo à cuíca, do violão à bateria (quase um Zappa brasileiro, não?) e compunha todos os instrumentos para que sua banda somente executasse, bem ao estilo Tim Maia.

     Tim ficou ultra famoso na década de 70, com a sua volta dos EUA e a gravação do seu disco no mesmo ano (um dos melhores discos brasileiros de todos os tempos, em minha humilde opinião). Depois ele gravou um disco em cada ano: 71, 72 e 73. Três discos VIOLENTOS sonoramente. Acabarei, ao longo do tempo, postando todos aqui, que fazem parte do ápice da criatividade musical de Tim junto com algumas composições da sua era Racional (1974 ~1976) e do disco de 76 também. Poucos discos dele tem títulos, como o Tim Maia - Disco Club, de 78, que já é da época Dance dele, com baladinhas. O resto do discos vem com sua foto e a data, acompanhada em letras garrafais: TIM MAIA.




     Este disco, de 73, é um dos meus preferidos de toda a discografia de Tim. Você vai encontrar menos álbuns de qualidade a partir da década 80, devido a vários motivos: Tim ficou descontente com as gravadoras, mudou seu estilo de composição desse MPB/SOUL/FUNK para algo mais brega, entupido de arranjos de violinos e cellos, além dos problemas com drogas e obesidade. Por outro lado,  alguns LPs dessa época são excelentes, como Descobridor dos Sete Mares e algumas canções do seu disco de 1986. Mas essa época aqui que a gente está tratando, quase toda a década de 70, foi um berço para a criatividade musical de Tim. Foram tantas, mas tantas composições de uma qualidade nunca antes vista no Brasil que eu não consigo nem escolher as palavras certas pra poder tratar disso. Tim tem um estilo inconfundível. Aonde quer que toque alguma música dele, não é possível confundir com outro cantor. E eu aqui, treinando bastante no baixo pra poder tocar tranquilamente na minha futura banda de Funk, fico aprendendo as linhas de baixo das músicas dele e posso dizer: não existe nada mais gostoso do que tocar uma música do Síndico do Brasil, título que Jorge Ben deu pra Tim na canção W/Brasil.

     O álbum já abre com um clássico dos clássicos: Réu Confesso, que resume muito bem o que você vai ouvir pela próxima hora: um groove com molejo, bem abrasileirado, com toques do Soul e do Funk norte americano, mas inconfundível na voz do mestre Tim. Eu nunca imaginei que seria possível sambar ouvindo Soul, mas isso é possível em "Compadre" (e várias outras músicas). Eu quero até separar mais algumas músicas marcantes desse disco, uma delas é "O Balanço", que segue com a linha de baixo mais deliciosa do disco, com a voz arrastadíssima de Tim Maia repetindo a seguinte estrofe:

Deixo de viver o compromisso,
Longe de qualquer opinião.
Farto de conselho e de chouriço,
Maltratando o velho coração.

Ovo de galinha magra, gora.
Todo mundo que eu conheço, chora.





     Uma das músicas deste disco que também explodiram de sucesso foi "Gostava Tanto De Você". Qual é... Quem nunca cantou essa música num buteco com mais 15 pessoas acompanhando ao som de um único violão da mesa? "Música No Ar" é um dilema na composição. Essa música não sabe o que ela quer ser: se é um bolerozinho romântico acompanhado de violinos ou se é uma carregada RECHEADA de groove, com arranjos na guitarra e gritos carregados do soul norte-americano, pois ela fica alternando entre os dois ritmos, trazendo uma sensação de satisfação completa só de ouvir essa música. "Preciso Ser Amado" quebra toda a composição do disco, ainda sendo uma bela música. É um desabafo na voz e violão, carregado de tristeza e saudade. Quase no fim do álbum a gente tem "Amores". Eu não sei nem o que vou comentar sobre essa música, na boa... PAULO PAULEIRA POWER no groove. Não tem voz, só a quebradeira de baixo, guitarra, bateria e um teclado. Quase três minutos só de improviso. Pra finalizar, separo também "Chocolate", que é um clássico também na voz de Tim. Detalhe para a linha do baixo que praticamente leva, junto com a voz, a música inteira.

     Pra lembrar que ele tem, também, um inglês impecável, Tim nos trás sua voz na língua do tio sam nas músicas "New Love", "Over Again" e "Do Your Thing, Behave Yourself", sendo que esta última é, com certeza, um dos maiores destaques do disco inteiro. Uma linha de baixo mais do que cremosa, uma voz mais do que carregada de Tim, um groove constante e imutável da bateria e os back vocais explodindo na hora do refrão. E pra quem não tinha botado fé do Tim tocando outros instrumentos, aí vai um vídeo dele cantando, ao vivo, "Do Your Thing, Behave Yourself" e com um bônus dele tocando bateria ao fim do vídeo (acompanhado de um percursionista mergulhado no ácido).



     Enfim... Não sei o que dizer mais sobre esse disco. Com certeza estarei resenhando o disco de 70 e mais alguns do Tim Maia. Praticamente não consigo ouvir outra coisa, hehe. Espero que vocês gostem dessa overdose de groove que vão encontrar nesse álbum. Ouçam, deleitem-se e comentem. Aproveitem! 

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

The Bamboos - 4

Funk | Soul | Ska | FUCKING AWESOME

1 - On The Sly
2 - Turn It Up (Featuring Lyrics Born)
3 - You Ain't No Good
4 - Red Triangle
5 - Kings Cross
6 - The Ghost
7 - Up On The Hill
8 - Never Be The Girl
9 - Like Tears In Rain
10 - Keep Me In Mind
11 - Got To Get It Over
12 - Typhoon

      Conheci essa banda há muito pouco tempo e já estou apaixonado. Não posso dizer que conheço muitos albuns perfeitos, mas esse, com toda a certeza do mundo, está muito próximo da perfeição. Cara, é simplesmente muito bem feito, excelente e incrivelmente swingado. Eu o peguei pelo Depredando O Orelhão e, ao ouvir a primeira música, percebi que este seria um trabalho que eu não deixaria passar barato pra vocês.

      Mal terminei de ouvir o disco e já fui pesquisando o que podia sobre os caras pra não ficar dando bobeira e, de cara, pra arrematar de uma vez, quem canta nessa joça aí é ninguem menos que Kylie Auldist, uma cantora que tem uma grande fama pelo seu tom único de voz e seu estilo singular de cantar jazz e soul. Em suma: Uma veterana musical que sabe o que faz. Bem, mas não vamos restringir The Bamboos apenas à sua vocalista porque o instrumental deles é uma coisa GENIAL. Com atualmente sete músicos e Kylie Auldist no vocal, o ritmo único e renovador feito por eles pode ser visto como um new soul, se é que existe isso, rsrs... Misturando influências de ícones como Sly & The Family Stone, James Brown, Grand Funk Railroad e outras bandas como Uzva e Mahavishnu Orchestra.


(Nessa música, desde album mesmo, possui a participação de Lyrics Born nos vocais)

      Com um arsenal de músicos geniais e com arranjos pra ninguem botar defeito, The Bamboos é a revolução do Funky Jazz, sendo visto como a melhor banda de funk contemporâneo. Eles se classificam como um grupo que faz o "old school funk", sendo que de old não tem nada aí, rsrs. Formados em 2001 e com inúmeros albuns consagrados, o "4" foi lançado nesse ano mostrando que apesar de que o Funk parecia morto, ele está muito bem vivo colocando Kylie Auldist no vocal principal e fazendo o uso de orgão Hammond B, flautas, saxofones, xilofones e muitos outros fones nessa sonzeira!

      Falar sobre cada uma das faixas é bobeira, já que cada uma tem sua singularidade e arranjos que conseguiriam botar inveja em bandas de Funk até o Heavy Metal, rsrs... Mas algumas faixas tem seu merecido destaque, como "On The Slide" que abre o album e é seguida por "Turn It Up", cantada por Lyrics Born. Mas minhas preferidas ficam com "Got To Get It Over", com os arranjos PERFEITOS, metragem exata, uma medida milimetrada de instrumentos em cada parte e apenas a bateria e voz liderando em grande parte, sem contar os back vócais feitos pela própria Kylie Auldist; e "Got To Get It Over", não deixando passar pra trás!


      Então está aí a dica pra quem quer renovar seu repertório musical, sair um pouco do indie de Pullovers e do experimental de Wandula, passando pelo nosso James Brown renovado e com roupa nova. Bom proveito!


Mediafire: The Bamboos - 4