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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Cream - Goodbye


Blues | Improviso | Rock N' Roll | Deuses

1 - I'm So Glad
2 - Politician 
3 - Sitting On The Top Of The World
4 - Badge
5 - Doing That Scrapyard Thing
6 - What a Bringdown


     Bommmm diaaa Taverneiros! Já cansei de dar desculpas da falta do que postar, mas finalmente gravei um disco definitivo com um bilhão de músicas (metade é do Cream) e agora consigo ouvir tudo que eu quero enquanto dirijo. Eu não tinha ouvido esse disco dirigindo porque eu não achava link pra baixar, até eu pedir à boa alma do Tito e ele upar panóis. Eis que agora sou uma pessoa feliz, ouvindo meu Cream e furando alguns sinais vermelhos. Falando em pessoa feliz, o nosso som tá cada vez mais legal. O Tito comprou um gravador de ambiente top de linha e agora a gente tá gravando todos os nossos ensaios, inclusive uparei aqui alguma coisa de nosso ensaio de domingo passado pra vocês conferirem. O som tá bem legal, a gente tá conseguindo trocar de instrumentos pra fazer improvisos: eu vou pra guitarra, o vocal vai pro baixo, o teclado vai pra batera, o batera (Tito) vai pra gaita (o microfone que ele comprou é só MUITO DOIDERA FI) e assim a coisa vai andando. O negócio mesmo é improvisar. E é por isso que tô aqui hoje resenhando o último disco do Cream, o melhor exemplo de improviso que vocês vão encontrar na vida.

     Como vocês já sabem do Cream nos últimos posts, a banda teve uma duração relativamente pequena. Para a habilidade dos músicos, individual e em conjunto, e o sucesso que tiveram, a banda poderia ter durado beeem mais. Mas com a crescente disputa pessoal e musical entre Ginger Baker e Jack Bruce, a situação estava se tornando insuportável. Clapton dizia que às vezes ele parava de tocar durante os shows e os outros dois estavam tão imersos disputando o som entre eles que nem percebiam que Eric tinha parado de tocar. Além disso, todo mundo tava ficando surdo. Cream foi uma banda criada com o propósito de tocar em estádios e lugares muito grandes. Não existia a tecnologia de suporte para o som, então os únicos amplificadores eram aquelas parede de Marshalls e Fenders cobrindo todo o palco. Ginger diz que Cream prejudicou sua audição em um nível sem precedentes e até hoje Clapton sofre uma ligeira surdez devido aos anos de quebradeira com Jack e Ginger.



     O disco tem apenas seis faixas, sendo que foi lançado em 1969, depois que o Cream já tinha terminado. Três das faixas são gravações inéditas do Cream não lançadas antes e as três primeiras foram gravadas ao vivo, só pra dar aquela amostra de improviso clássico deles. Em minha humilde opinião, essa versão de "I'm So Glad" é perfeita. Os caras tocam menos de um minuto e meio da música e já cai num improviso de seis minutos. É genial. Depois vem a clássica "Politician", com um solo violentíssimo de Clapton. A última faixa ao vivo é "Sitting On The Top Of The World" aonde o o baixo sai ESTOURANDO nos graves. É incrível como Bruce tira um timbre tão estourado de um baixo em 1968. As outras três faixas são as inéditas de estúdio. "Badge" você já pode ter ouvido, ficou bem famosa na voz do Clapton depois do Cream. "What a Bringdown" é uma música bem interessante. Dá pra ver um influência do que seria o Blind Faith nessa faixa (que foi lançada já durante o Blind Faith).

     Eu ando ouvindo só Cream, confesso. Todos os meus amigos que não são músicos não conseguem entender a pala que Cream é, porque quando você sabe quanto é difícil, musicalmente falando, eles fazerem o que você tá ouvindo, a gente desacredita e toda vez que ouve acha mais incrível. Ainda mais eu, começando a tocar baixo a alguns meses, conheço o baixo do Jack Bruce... É como se me escondessem uma verdade por toda a minha vida e hoje eu sei que o baixo é um instrumento MUUIIIIITOOOO mais dinâmico no processo do improviso. Assim como na bateria e guitarra, o baixo entra na construção da harmonia e, ao mesmo tempo, nas linhas do improviso. É por isso que o timbre de Bruce é muito mais identificável do que a maioria dos outros baixista: aparecer em 1966 com um rock n' roll tão pesado no baixo era demais pra época. E confesso que eu me apaixonei por esse disco por causa da primeira música, aonde o baixo tem um timbre, cara... um timbre inexplicável.

 


     Vou tentar postar mais aqui mas confesso que tá difícil. Todo o tempo livre que tenho é pro contra-baixo, mas se eu achar alguma coisa que me coloque no ânimo de postar aqui, postarei. O problema é que já postei todos os do Cream e agora tenho que descobrir uma nova pala musical, HAHA. Espero que tenham gostado de todos (ou pelo menos de um) disco deles. Ouçam o fim do Cream e me digam se não foi genial do início até o último momento, haha. Baixem e ouçam! Abraços!

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*Update (15/11)
A gente gravou algumas coisas no nosso último ensaio, só que não configuramos o microfone e o som estourou um pouco. Dei uma arrumadinha mas pelo menos da pra vocês conhecem um pouquinho da ideia, hehe. Na gaita arrastadíssima tá o Breno (Dot), guitarra da banda, na batera tá o próprio Tito, nos teclados é o monstro do Juliano e eu mesmo no baixo. Espero que gostem, hehe.




E nesse aqui é Tito na gaita, eu na guitarra, Juliano na batera e Paco no baixo.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Cream - Fresh Cream


Blues | Rock | Clássico | Divina Trindade | Jack Bruce te amo

1 - I Feel Free
2 - N.S.U.
3 - Sleepy Time Time
4 - Dreaming
5 - Sweet Wine
6 - Spoonful
7 - Cat's Squirrel
8 - Four Until Late
9 - Rollin' and Tumblin'
10 - I'm So Glad
11 - Toad
12 - The Coffee Song
13 - Wrapping Paper

    Olá Taverneiros! Como vão vocês? Ando meio sumido, não? Meu tempo anda meio curto... Trabalhando das 8 as 18, tendo que treinar bastante meu baixo (as bolhas nos meus dedos estão épicas) e realizei um desejo que eu tinha a tempos: comprar um computador novo. Agora tô passando meu tempo jogando tudo que meu computador antigo não era capaz de rodar (diga-se de passagem: qualquer jogo). Tranquei minha faculdade e a partir de mês que vem meu tempo vai ficar mais curto ainda pois estarei estudando para alguns concursos públicos que vão rolar no ano que vem. Meu sonho é ganhar grana com música, mas até lá, preciso de um emprego melhor, haha.

       Eu e o Tito andamos com umas ideias bacanas. Ele tá mandando bem na gaita e a gente tá pensando em mandar uns blues às vezes, mas só de zoeira mesmo. Um dia desses encontrei com ele e um amigo nosso, o Magma, que toca bateria e baixo demaaaaissss. A gente foi fazer um som com dois violões e uma gaita na mão do Tito, e saiu um som bem bacana. É raro a gente gravar alguma coisa (até mesmo no celular, como foi o caso) mas, como prometido, estarei mostrando aqui pra vocês alguns sons nosso. Pra quem quiser ouvir:



       Esse domingo foi o dia mais quente no último ano em Belo Horizonte. Tive a excelente ideia de pedir um delicioso creme de açai e, claro, enquanto esperávamos ficar pronto essa delícia gelada, ouvimos Cream. E ouvi com muita atenção o primeiro disco deles e simplesmente estou apaixonado. Conheço bastante do segundo e do terceiro discos do Cream. Sou totalmente fanático com eles, mas o primeiro não era um dos meus preferidos, até esse domingo, haha. Pra te convencer de ouvir esse disco, vou colocar a música que eu ouvi e falei: NU.



       Pelas duas resenhas que já fiz sobre o Cream, vocês já devem conhecer um pouco da história desses caras. O incrível do Fresh Cream é que, pra um disco de 1966, é um som muito original e virtuoso pra época. Tudo que Clapton queria era tocar blues e, antes mesmo do Cream ser formado, ele já era o maior guitarrista de toda o Reino Unido quando tocava no John Mayall & The Bluesbreakers. E o primeiro disco é recheado de blues do começo ao fim. Rollin' and Tumblin' se tornou, automaticamente, uma das minhas músicas preferidas do Cream, mas não é somente essa música que é quebradeira sonora, mas sim, quase todo o disco.

       É um disco bem rápido. O Lado A tem 21:41 de duração e o Lado B em apenas 19 minutos. O disco já abre com a paulera de "I Feel Free", que tem uma das linhas de baixo mais violentas de todo o disco. Imagino a reação das pessoas ao ouvirem a primeira música do primeiro disco da talvez primeira super banda da história. A expectativa era grande pois os três músicos já eram consagrados antes mesmo do Cream ser formado. Colocar o LP do Fresh Cream num toca disco e ouvir algo que, antes deles, nunca tinha sido tocado dessa maneira, foi realmente marcante. "N.S.U." é uma puta gritaria harmônica, digna de ser antecedente do blues de "Sleepy Time Time", aonde a guitarra derrete nos bends e vibratos característicos do Clapton. Terminando o Lado A tem o blues de Spoonful, um dos maiores clássicos do blues, composto por Willie Dixon. Não preciso nem comentar o quanto eles tocam nessa música, né?




       Abrindo a segunda parte, na faixa sete, está "Cat's Squirrel", que é um bluzão tradicional que foi gravado por várias bandas bacanas (como Jethro Tull). Destaco também, no Lado B do disco, "Rollin' and Tumblin", aonde Jack Bruce DESTRÓI na gaita. Simplesmente destrói. A bateria dessa música também é animal, impossível de acompanhar se você não for o próprio Ginger Baker. A guitarra vai te dar vontade de chorar de tão divino que é o som. Pra mim, a melhor música de todo o álbum. Depois dela, vem a baladíssima "I'm So Glad". A única composição de Baker fica em "Toad", que tem um dos riffs que eu mais odeio (por ser tão simples e tosco), mas tem um puta solo de bateria. No final tem o piano tocado por Jack Bruce em "Wrapping Paper", cantada em conjunto com um coral de Clapton e Baker.

      Ouçam esse disco e se apaixonem como eu apaixonei. Vou tentar postar mais vezes aqui, mas realmente o tempo ta corrido (escrevi a resenha no meu trampo, haha). Abraços!




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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Cream - Disraeli Gears

Blues | Rock N' Roll | Psicodélico | Clássico | DEUSES

1 - Strange Brew
2 - Sunshine Of Your Love
3 - World Of Pain
4 - Dance The Night Away
5 - Blue Condition
6 - Tales Of Brave Ulysses
7 - Swlabr
8 - We're Going Wrong
9 - Outside Woman Blues
10 - Take It Back
11 - Mother's Lament


Uma breve prévia deste disco, ao vivo!
   
     Bom dia Taverneiros! Como vão vocês? Tô me recuperando da cirurgia que fiz e tá indo tudo bem, tiro meus pontos terça feira e posso voltar à minha rotina normal com meu trabalho, faculdade e banda. Tirei onze dias de licença e a única coisa que tô fazendo nesse tempo é tocar baixo, juro pra vocês. Consigo ver, nitidamente, a evolução que acontece quando você senta por dias e passa 3, 4 horas por dia treinando em um instrumento, é realmente compensador o resultado. Mas, obviamente, tá impossível de tocar algumas música e posso afirmar que quase todas essas músicas que não consigo tocar são, adivinha de quem? Jack Bruce.



Esse cara toca demais, galera.

   
    Minha banda de funk resolveu, pra fins de diversão e pra poder brincar mais nos ensaios, colocar algumas músicas que, apesar de não serem funk, vão abrir espaço para nós ganharmos mais sinergia e entusiamo um com o outro. O nosso vocalista sugeriu tocarmos "You Don't Know Me", do Caetano e eu, pelo fato de só conseguir ouvir Cream e Band Of Gypsys, sugeri que tocássemos "Sunshine Of Your Love", deste disco do Cream. Se a gente chegar a gravar algo dessas músicas no estúdio, obviamente vou trazer aqui pra vocês, haha!

     Mas então... Ando ouvindo apenas esse disco. É um disco perfeito pra você acender um cigas e dirigir enquanto as luzes vão cruzando seu carro lentamente. Ele flui de uma maneira única e tem faixas realmente marcantes, que não saem da sua cabeça nunca. Considero esse o segundo melhor disco do Cream, porque o Wheels Of Fire merece estar em primeiro lugar por causa de músicas como "Politician", "Deserted Cities of the Heart", "Pressed Rat and Warthog" e, obviamente, a melhor versão já executada de "Crossroads" que já pôde ser tocada na existência humana neste planeta Terra. Disraeli Gears é, apesar da minha preferência pelo terceiro disco da banda, um PUTA álbum. Ao meu ver, tem uma levada mais experimental por causa de composições como "Swlabr", "We're Going Wrong" e "Blue Condition" (convenhamos, é experimental pra caralho pra 1967, não existia nem o conceito de experimental nessa época, praticamente).



     Como eu já disse naquela resenha que fiz sobre o Wheels Of Fire há algum tempo, Cream foi, ao meu ver, a primeira super banda da história (junto com o Blind Faith, logo depois). Os três integrantes tocavam demais, cara. É inacreditável o nível inalcançável de habilidade que cada um tinha separadamente e mais ainda em conjunto.  Ginger Baker é um viking ruivo magrelo de dois metros de altura, um dos melhores bateristas de jazz que já pisara na Inglaterra. Jack Bruce é outro monstro. O cara consegue fazer notas a uma velocidade inacreditável usando apenas os dois dedos da mão direita. Tem uma entrevista no documentário chamado "BEWARE OF MR. BAKER" aonde Ginger conta como que conheceu Bruce e como que a rivalidade musical deles começou: Baker, quando começou a tocar junto com Bruce, começou a fazer um jam extremamente veloz em um ensaio e, enquanto ninguém que ele conhecia conseguia acompanhá-lo, esse cara ao lado dele tocando o contra-baixo acústico conseguiu acompanhar. Ele ficou desacreditado.

    O outro integrante da banda não precisa de apresentações. Clapton já era considerado Deus, literalmente, bem antes do Cream começar. Na época de lançamento do Disraeli Gears eles já eram a banda mais famosa e requisitada de toda a Inglaterra. Lembrando que em 1967 não existia Led Zeppelin, The Jimi Hendrix Experience tinha apenas um ano de formação e a única banda no cenário que era "compatível" com o Cream era o The Who.



   
     Ouçam esse disco com calma, de preferência ligeiramente chapado, sentado em algum lugar confortável e acompanhado de um cigarro. Detalhes para a música que abre o álbum, "Strange Brew". Uma baladinha guiada por Clapton e Bruce nos vocais e que é seguida pelo clássico "Sunshine Of Your Love". Atenção também para "World Of Pain", aonde fica a marca de Jack Bruce cantando ".... Outside my window is a tree." Muito cuidado ao ouvir a delícia de música que é "Tales Of Brave Ulysses", que te leva em uma letra literalmente épica junto ao instrumental delicioso. Deixo pro final "Take It Back", que tem uma das melhores linhas de baixo de todo o disco. 

     That's All, Folks! Pra quem conhece esse disco, ouçam ele mais! Pra quem não conhece, ouçam pela primeira vez esse pote de nutella musical trazido diretamente de 1967 pra vocês. Abraços! 

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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Blind Faith - Blind Faith (1969)

Blues Rock | Clássico | Experimental (?) | Clapton & Baker

Disco 1:
1 - Had To Cry Today
2 - Can't Find My Way Home
3 - Well All Right
4 - Presence Of The Lord
5 - Sea Of Joy
6 - Do What You Like
7 - Sleeping In The Ground
8 - Can't Find My Way Home
9 - Acoustic Jam  [Bonus Track]
10 - Time Winds  [Bonus Track]
11 - Sleeping In The Ground #2

Disco 2:
1 - Jam No.1: ''Very Long & Good J
2 - Jam No.2: ''Slow Jam #1''
3 - Jam No.3: ''Change Of Address
4 - Jam No.4: ''Slow Jam #2''

       Para ler o resto do post, já deixo aqui um vídeo do Blind Faith tocando ao vivo em 69, na Inglaterra. Sintam-se a vontade para assistir o show inteiro (que é MUITO BOM!). Tem um videozinho falando sobre a banda no começo, então pulem para os 11 minutos que é aonde começa o som. 



       Olá Taverneiros! Desculpem pela demora a postar algo por aqui, é que fim de semestre na faculdade é foda. Vou postar rapidinho aqui hoje porque estou apaixonado, simplesmente, pelo meu baixo. Ando aprendendo a tocar umas linhas deliciosas no baixo e mês que vem a minha banda de funk finalmente vai sair, haha! Eu falei para o Tito postar algo por aqui, mas amanhã ele viaja pra Europa e só volta no fim do mês, então vou ter que abastecer melhor o conteúdo desse nosso querido blog.

       A verdade é que eu não iria resenhar esse álbum, o Tito iria, mas como já faz quase um mês desde a última postagem e ele viajou, resolvi escrever sobre esse álbum que é, sonoramente, um pedacinho da bunda de jesus. Vocês lembram do Wheels Of Fire, do Cream, que resenhei mês passado? Então, seguindo a mesma linha de som, apresento-lhes o Blind Faith, que era uma parada que eu não tinha conhecido até conhecer o Cream. Sim, eu  era um n00b nesse assunto até começar a gostar e conhecer de verdade. Blind Faith nasceu pelo acaso. Clapton convidou Steve Winwood (Traffic, The Spencer Davis Group, participações com Howling Wolf e altas galera) pra fazer umas jams na casa dele, só de zueira mesmo. Ginger Baker ficou sabendo da brincadeira dos dois e resolveu entrar, o que deixou Clapton meio relutante, já que com Baker ele tinha uma longa história no Cream e "aquilo ali" que eles estavam fazendo era uma reunião entre amigos. Mas por insistência dos dois, Baker entrou e juntos começaram a gravar umas parada la na casa do Clapton. Com a evolução dos ensaios, sentiram a necessidade de um baixista e chamaram Rick Grech, do Family, pra tocar com eles.

O avião do cover do álbum, no teclado de Winwood, no show no Hyde Park.

       A notícia de que esses 4 caras estavam tocando juntos vazou e, claro, houve uma expectativa imensa em cima do que seria lançado para o público. Inicialmente Clapton não queria lançar nada, apenas gravar seus jams e ficar de boa, só que todos acharam melhor o lançamento de um único, definitivo e epônimo álbum. Eis então que nasce o primeiro e único disco do que seria o primeiro supergrupo da história (se Cream não contar, né). O álbum teve a capa censurada nos EUA e lançada com a fotografia de Bob Seidemann na Inglaterra, que tem uma história curiosa sobre essa capa: Clapton encomendou uma capa para seu novo álbum e Seidemann disse que precisaria de uma garota virgem para fotografar junto a uma miniatura de um avião futurista recoberto da cor prata (embaladíssimo pela era espacial de 1969). Nem Clapton nem ele conheciam alguma garota virgem, ainda mais nessa altura da revolução sexual. Reza a lenda que Seidemann andava pelo metrô e viu uma garota de 13 anos usando uma roupa colegial, chegou para ela e entregou seu cartão e pediu para ela contactar ele pois ele queria fazer uma sessão de fotografia para uma "famosa banda de rock". A garota gostou da ideia e marcou um encontro de Seidemann com seus pais, que concordaram com a ideia (diz-se que os pais da garota eram amigos do Allen Ginsberg). Seidemann achava que a garota já era muito velha para o conceito que queria abordar na fotografia mas, a irmã dela, com apenas onze anos de idade, era perfeita para a capa do álbum. Seidemann batizou a foto de Blind Faith e enviou para Clapton, que adorou a ideia e aproveitou o nome para a banda. A gravadora, Atlantic, recusou a capa quando apresentaram a arte final mas Clapton, relutante, disse: "Sem capa, sem disco". O resultado: quase um milhão de cópias na Inglaterra com a capa original, sendo que lançaram uma versão tosca e censurada de uma foto dos 4 músicas reunidos para a versão da capa norte americana. Aqui no Brasil, o álbum só chegou com a capa original na década de 80. Quem quiser dar uma conferida na história do próprio Bob Seidemann sobre essa capa, confiram no site oficial dele: http://www.bobseidemann.com/blind_faith_doc.html


Capa lançada nos EUA

       O álbum lançado originalmente tinha apenas quatro músicas no lado A e duas no lado B, sendo que "Do What You Like" (composta por baker) tem 15 minutos. Todas as outras músicas são gravações avulsas de excelente qualidade selecionadas pelos próprios músicos, que foram lançadas numa versão de luxo posteriormente. É um lindo disco, de verdade. Muito bem arranjado e produzido. Foi marcado, no lançamento e até hoje, pelas faixas "Presence Of The Lord" e "Can't Find My Way Home". Essa última foi tão foda que até o nosso ex-ministro e músico fodão da tropicália Gilberto Gil gravou uma versão no disco de 71 dele. "Presence Of The Lord" tem um solo violentíssimo rechado de wah-wah, um exibicionismo puro da virtuosidade e improviso do Clapton de encaixar um solo em QUALQUER COISA. 

       O disco 2 são quatro jams de aproximadamente 15 minutos cada uma. Paciência ao ouvir essas faixas, são longas e com muitos detalhes. Os improvisos são sensacionais, ora uma base de blues calma, ora um solo de teclado do meio do nada e, claro, uma guitarra violenta do Clapton descendo dos céus. É isso ai então, gente, espero que os que não conheçam comecem a gostar e quem já conhece ouça um pouquinho mais desse relicário musical. Coloquei um arquivo um pouquinho grande, mas sem choro porque a qualidade tá impecável, tudo bem? Haha! Abraço!

Download - 341MB

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Led Zeppelin - Led Zeppelin I

Led Zeppelin | Rock | Classic Rock

01. Good Times Bad Times
02. Babe, I'm Gonna Leave You
03. You Shook Me
04. Dazed and Confused
05. Your Time is Gonna Come
06. Black Mountain Side - (with Viram Jasani)
07. Communitacion Breakdown
08. I Can't Quit You Baby
09. How Many More Times


Primeiro álbum do Led Zeppelin, pra mim o melhor por conta de blues do álbum, destaco "Babe, I'm Gonna Leave You" ,"You Shook Me", "Dazed and Confused" e "Your Time is Gonna Come", mas o álbum todo é ótimo, aproveitem.






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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Bob Dylan - Nashville Skyline

Folk | Clássico | Country

1 - Girl From The North Country

2 - Nashville Skyline Rag

3 - To Be Alone With You

4 - I Threw It All Away

5 - Peggy Day

6 - Lay Lady Lay

7 - One More Night

8 - Tell Me That It Isn't True
9 - Country Pie
10 - Tonight I'll Be Staying Here With You


Esse vai ser apenas o primeiro de muitos albuns do Dylan que vou colocar aqui, pois um gênio que tem mais de 30 albuns de estúdio (Tirando os gravados em shows, EPs e Singles) não pode ter apenas um album aqui, no mínimo umas duas coletâneas.


Nashville Skyline é um dos melhores albuns que já ouvi. A voz clássica e inconfundível de Dylan em sua época mais marcante. Fato que esse album não tem músicas tão famosas quanto
Like a Rolling Stones do Highway 61 Revisited, Huricane do Desire ou Blowin in The Wind', do Freewheelin, mas compensa em um cd sólido e totalmente singular, com a caracteristica mais marcante do country e do folk de Dylan.

O nono album de Dylan começa com uma participação incrivel de Jhonny Cash em
Girl From The North Country, dando um impacto com sua voz densa na composição de Bob. Em Nashville Skyline Rag, onde há apenas o instrumental, dá pra perceber a forte influência do Country de Woody Guthrie, a maior influência que Dylan teve.

Mas a beleza desse album ficam pra duas músicas:
Lay Lady Lay e a última faixa, Tonight I'll Be Staying Here With You. Cara, Lay Lady Lay é uma das melhores músicas que já ouvi. Os instrumentos separados no estéreo, a voz anasalada e densa de Dylan, a linha de baixo... Tudo tocado de uma maneira extraordinária. Já em Tonight I'll Be Staying Here With You o piano detona em seu jogo com a guitarra. A voz de Bob, já em um tom mais alto, fica excepcional. As outras faixas merecem destaque mas essas são, em minha opnião, bem mais marcantes da obra.

Muitas pessoas acham que esse não é um dos melhores albuns do nosso amigo Robert Allen Zimmerman (Inclusive o pessoal da Rolling Stone, que não colou o album no "
1001 discos para ouvir antes de morrer") mas para mim a voz de Dylan que já é excepcional e marcante, está melhor ainda nesse album.

Bem, está ai o link! Apreciem sem moderação.


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